Neste mês de fevereiro, em que as entidades de saúde, nacionais e internacionais, se mobilizam através de campanhas de Combate ao Câncer, o dia 15 de fevereiro merece um carinho especial, por lembrar a importância da Prevenção e Combate ao Câncer Infantil.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer – INCA, assim como nos países desenvolvidos, no Brasil, o câncer já representa a primeira causa de morte (8% do total) por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos. A estimativa é de 12.500 novos casos/ano (2018 – INCA).

Dados da Childhood Cancer International (CCI) revelam quer a cada ano, mais de 300 mil crianças são diagnosticadas com a doença em todo o mundo. Aproximadamente 8 entre 10 dessas crianças vivem em países de baixa e média renda, onde a taxa de sobrevivência é de quase 20%. Isso contrasta com os países de alta renda, onde as taxas de cura excedem 80% para muitos cânceres infantis.

O objetivo da campanha é eliminar toda a dor e sofrimento das crianças que lutam contra o câncer e alcançar pelo menos 60% de sobrevivência para todas aquelas diagnosticadas ao redor do mundo, até 2030. Isto representa uma duplicação aproximada da taxa de cura atual, que poderá salvar mais de um milhão de vidas durante a próxima década.

Diante dessa perspectiva, no Dia Internacional de Luta Contra o Câncer as organizações lutam para tornar o câncer infantil uma prioridade nacional e global de saúde, com garantia do direito ao diagnóstico precoce, ao tratamento adequado e de qualidade, bem como, o direito ao acolhimento, serviços e oportunidades de sobrevivência, com qualidade de vida, dignidade e cidadania.

 

O que é o câncer infanto-juvenil

 

O câncer infanto-juvenil corresponde a um grupo de várias doenças que têm em comum a proliferação descontrolada de células anormais e que pode ocorrer em qualquer local do organismo. Diferentemente do câncer do adulto, o câncer infanto-juvenil geralmente afeta as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. Por serem predominantemente de natureza embrionária, tumores na criança e no adolescente são constituídos de células indiferenciadas, o que, geralmente, proporciona melhor resposta aos tratamentos atuais.

Os tumores mais frequentes na infância e na adolescência são as leucemias (que afetam os glóbulos brancos), os que atingem o sistema nervoso central e os linfomas (sistema linfático).

Ao sinal de alguma anormalidade, pais e responsáveis devem levar seus filhos ao pediatra para avaliação. Na maioria das vezes, os sintomas estão relacionados a doenças comuns na infância, mas isto não deve ser motivo para descartar a visita ao médico.

 

O Instituto Nacional de Câncer adverte para sinais de alerta de aparecimento de sintomas. São eles:

  • vômitos acompanhados de dores de cabeça;
  • desequilíbrio ao andar;
  • irritabilidade;
  • dificuldade em se movimentar;
  • dores nos ossos ou nas juntas (articulações);
  • modificação repentina da cor da pele (geralmente pálida);
  • febre frequente ou persistente;
  • perda de peso;
  • fraqueza;
  • sangramento em geral;
  • dores frequentes na barriga;
  • ínguas ou nódulos com crescimento rápido e sem dor, principalmente no pescoço, axilas ou virilhas;
  • suor excessivo noturno;
  • dores de dente sem ter cáries;
  • manchas roxas no corpo ou nas pálpebras;
  • nódulos ou manchas na pele que crescem ou mudam de cor;
  • pressão alta;
  • secreção frequente pelo ouvido;
  • características sexuais adultas precoces;
  • dificuldades de enxergar ou visão dupla;
  • nos olhos: pupila branca ou reflexo de olho de gato

Fonte: Instituto Nacional do Câncer (INCA)