Mais de 90% da população mundial vai sofrer alguma forma de doença bucal em suas vidas, que vão desde cáries, doenças periodontais ao câncer oral. Porém muitos desses problemas podem ser tratados ou prevenidos com uma rotina de cuidados bucais diários.

“Neste Dia Mundial da Saúde Bucal, queremos incentivar, os cirurgiões-dentistas a se engajarem na luta pela melhoria da saúde bucal da população, que acaba tendo reflexo na saúde integral e na qualidade de vida da população”, afirma o presidente do CRO-RJ, Altair Andrade.

 

História

O Dia Mundial da Saúde Bucal foi instituído em 2007, durante a Reunião Anual da Federação Internacional de Odontologia (FDI).

A data escolhida inicialmente foi 12 de setembro, dia do aniversário do fundador da entidade, Charles Godon. Mais tarde, por questões práticas aliadas ao planejamento e organização de cada célula da Federação, foi alterada para 20 de março.

A intenção é lembrar que o cuidado com os dentes, gengiva e mucosa bucal tem papel crucial na capacidade de realizar atividades diversas, como trabalhar e estudar, além de melhorar a autoestima e confiança das pessoas. É também uma oportunidade de sensibilizar e incentivar a população, famílias, comunidades e governos a tomarem medidas para reduzir a incidência de doenças bucais.

Dados da FDI sobre saúde bucal e doenças bucais no mundo

* Dor de dente é a razão número um para o absentismo nas escolas em muitos países.

* Embora a carga de doenças bucais esteja diminuindo nos países desenvolvidos, as complicações periodontais estão se tornando mais comum, especialmente em pessoas mais velhas. Principais fatores de risco como o tabaco e o consumo de álcool e uma dieta rica em gordura, sal e açúcar contribuem para uma série de doenças crônicas, incluindo doença bucal.

* Há mais de um milhão de cirurgiões-dentistas qualificados em todo o mundo que, usando tratamentos modernos, podem restaurar quase todas as funções e estética de uma dentição saudável. No entanto, eles não estão distribuídos igualmente ao redor do planeta, deixando muitas das regiões mais pobres e mais carentes com menos de um cirurgião-dentista para uma população de 300 mil pessoas.

 

A Saúde Bucal no Brasil

O 5º levantamento epidemiológico em saúde bucal, “SB Brasil 2020”, que está sendo realizado pelo Ministério da Saúde, vai atualizar os dados sobre a Saúde Bucal no país.

A pesquisa subsidia a gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de dados para o planejamento de políticas e programas de promoção, prevenção e assistência em saúde bucal, nas esferas nacional, estaduais e municipais.

O SB Brasil é realizado a cada 10 anos e tem como objetivo identificar as doenças mais prevalentes como cárie dentária, doenças periodontais, necessidade de próteses dentárias, condições da oclusão, traumatismo dentário e impacto das condições de saúde bucal na qualidade de vida, entre outros aspectos. A pesquisa também será validada por meio de exames bucais realizados nos domicílios, com aplicação de questionário para avaliar a prevalência e os principais agravos bucais, assim como fatores relacionados à situação socioeconômica, acesso a serviços odontológicos e percepção de saúde.

 

Dados do  Ministério da Saúde em 2010 , coletados através da Pesquisa Nacional de Saúde Bucal – SB-Brasil 2010, 

A cárie dentária continua sendo o principal problema de saúde bucal dos brasileiros.
* Na idade de 12 anos, o índice de cárie é de 56%.

* O número médio de dentes atacados por cárie é de 2,1, com variações por regiões.

* As necessidades de próteses dentais em adolescentes são de 52%.

* Entre os adultos o destaque cabe a uma importantíssima inversão de tendência: as extrações de dentes vêm cedendo espaço aos tratamentos restauradores. Em adultos, as necessidades de próteses reduziram-se em 70%.