Teria inicio hoje a Semana da Saúde no Brasil e com ela uma série de ações, por todo o país, destacando os cuidados que a população, e o poder público, devem ter em favor da  Saúde. Em tempos de coronavírus porém, todas as atenções do Ministério da Saúde  e das secretarias estaduais e municipais, estão voltadas  para o combate a pandemia  que chegou até nós.

A Semana da Saúde deste ano  traria o tema Saúde é Direito,  e segundo o Conselho Nacional de Saúde – órgão governamental que reúne  representantes de entidades  da Saúde  do Governo,  públicas e privadas  dos  estados  e municípios, além de  representantes da população –  pretendia  mobilizar mais de 100 mil pessoas nas ruas, em todos os estados do país.

O objetivo seria dialogar com a população sobre os impactos do desfinanciamento do SUS, cujo agravamento vem se intensificando desde a implementação da Emenda Constitucional (EC) 95/2016, que congelou os investimentos em políticas sociais até 2036.

O Conselho também chamou a atenção para a necessidade de mobilização  da sociedade contra o Plano Mais Brasil, que  tramita no Congresso Nacional com as Propostas de Emendas Constitucionais (PEC) 186, 187 e 188, que podem agravar ainda mais o cenário para as políticas sociais, em especial para a Saúde.

O Conselho alerta  que,  segundo estudo realizado pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), as limitações de financiamento impostas só pela EC 95 podem resultar  no aumento  exponencial de óbitos  e hospitalizações ainda na infância.

A  Semana da Saúde  foi instituída no Brasil pela Portaria de Consolidação do  Ministério da Saúde  nº 1/2.017.

  Fonte: MS/ Conselho Nacional de Saúde