Campanha Junho Vermelho

Não existe uma forma de fabricar sangue e nenhum medicamento que substitua a doação. Nesse contexto, é fundamental que a população se conscientize sobre a necessidade de ajudar.

Para alertar as pessoas a respeito da importância de aumentar o número de doadores foi criada a campanha Junho Vermelho. O movimento pretende envolver governo, instituições e profissionais da saúde e população em geral para aumentar as doações aos bancos de sangue no país.

Doar sangue em tempos de COVID 19

Antes mesmo de a pandemia de coronavírus ocorrer, o Brasil já sofria com a baixa adesão de doadores de sangue..Agora, o cenário é ainda mais preocupante. Os postos de coleta de sangue tiveram uma queda de 30% no número de doadores, segundo a Associação Beneficente de Coleta de Sangue com sede em São Paulo.

E essa diminuição pode ser explicada pelo medo do doador se contaminar em um ambiente hospitalar, além de restrições caso ele tenha tido contato com pacientes que apresentaram sintomas de covid-19.

Embora a preocupação seja válida, é importante ajudar pacientes que sofrem com outras doenças nesse momento.

Sem estoque de sangue, os hospitais não têm como continuar o atendimento. A doação beneficia pessoas com doenças crônicas e até mesmo quem sofre com a covid-19

Para evitar aglomerações, o doador deverá marcar um horário para realizar a doação de sangue. Uma forma de evitar a contaminação, pois com o agendamento a preparação para a coleta fica ainda mais segura.

No Rio de Janeiro , além da marcação de horário, o Hemorio e a o INCA estão disponibilizando a coleta domiciliar com todos os cuidados necessários.

Contatos :

HemoRio: telefone (21) 2332-8611 ou doasangue@hemorio.rj.gov.br 

INCA :   telefones: (21) 3207-1021 e (21) 3207-1580.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como é feita a doação de sangue

A cada coleta são retirados 450 ml de sangue, quantidade que o corpo é capaz de repor em até 72 horas. Assim, não há risco de qualquer problema para o doador. A única recomendação é respeitar o intervalo entre as doações:

  • homens devem esperar 60 dias entre uma coleta e outra ou realizar, no máximo, 4 doações em um ano;
  • mulheres devem esperar 90 dias para doarem sangue novamente ou realizar, no máximo, 3 doações no ano.

Quem pode doar

  • ter entre 16 e 69 anos — para aqueles com 16 a 18 anos incompletos é exigida a autorização dos responsáveis;
  • ter mais de 50 kg e estar em boas condições de saúde;
  • ter se alimentado antes do procedimento — mas é preciso evitar o consumo de comidas mais gordurosas 3 horas antes da doação;
  • estar descansado — a pessoa deve ter dormido pelo menos 6 horas no último dia;
  • levar um documento oficial com foto, como RG, CNH, Carteira de Trabalho etc.

Situações temporárias que impedem a doação

Há alguns casos em que a doação não pode ser realizada temporariamente, como:

  • pessoas com sintomas de resfriado devem aguardar 7 dias;
  • quem ingeriu bebidas alcoólicas deve aguardar 12 horas;
  • quem fez maquiagem definitiva ou tatuagem só pode realizar a doação de sangue depois de 1 ano;
  • gestantes;
  • mulheres que tiveram filhos — após a realização de parto normal é necessário esperar 90 dias e da cesárea, 180 dias;
  • mulheres que amamentam só podem doar depois de 12 meses do parto;
  • quem tomou vacina contra a gripe precisa esperar 48 horas.

Na dúvida, é sempre bom se informar no hemocentro mais próximo. A campanha é um alerta também para que as doações ocorram o ano todo. Assim, caso não seja possível fazer a coleta no mês de junho, por exemplo, o importante é a pessoa se programar e realizar a doação o quanto antes.

Vantagens

Todo doador tem garantido o direito de se ausentar do trabalho sem desconto no salário por 1 dia a cada 12 meses de trabalho para realizar doação voluntária de sangue. Além disso, pode fazer um checkup de saúde rápido e gratuito, pois antes do seu sangue ser doado para alguém, os Hemocentros realizm uma série de exames para saber se o sangue realmente está apto para ser armazenado no banco de sangue.

Os exames podem indicar doenças como hepatite B e C, sífilis e HIV. O bom é que você tem acesso a esses dados e pode prevenir doenças, principalmente aquelas mais silenciosas que só descobrimos após um bom exame de sangue.

Alguns concursos públicos dão isenção da inscrição aos doadores de sangue

 

Origem do Junho Vermelho

A campanha Junho Vermelho é uma iniciativa do movimento Eu Dou Sangue, criado em 2015. O mês de junho foi escolhido por dois motivos. Um deles é por conta do dia 14 desse mês, em que é comemorado o Dia Mundial do Doador de Sangue.

A outra questão é de ordem mais prática: os meses mais frios, como junho, julho e agosto, registram uma baixa de doações nos hemocentros. O fato de este ser um período de férias escolares, em que mais famílias viajam, também contribui para a redução das bolsas de sangue.

Como aderir à campanha

Uma ideia é realizar palestras sobre a importância da doação, como ocorre o procedimento, explicações de quem pode doar etc. É essencial mostrar que as bolsas de sangue vão ajudar pacientes doentes, internados, em tratamento de anemia ou ainda quem sofreu algum acidente, destacando que uma única doação é capaz de salvar 4 vidas.

É possível também envolver os colaboradores e escolher um dia para todos vestirem vermelho e, assim, ajudarem a destacar a necessidade de mais doadores de sangue.

Para um resultado mais efetivo, entidades podem organizar grupos de colaboradores para se dirigirem ao hemocentro mais próximo e, desse modo, realizarem a doação. Muitos profissionais até querem doar, mas ficam com receio de faltar no serviço (apesar de ser um direito garantido na legislação).

Como os profissionais de saúde podem participar?

Consultórios, clínicas, laboratórios e hospitais podem fazer a diferença no movimento Junho Vermelho. Como participar? Existem várias maneiras:

  • incentivar os profissionais de saúde a se tornarem doadores de sangue;
  • divulgar vídeos e mensagens da campanha em suas redes sociais;
  • organizar eventos, como cafés da manhã ou caminhadas, para lembrar a data e conscientizar a comunidade.