Editorial

Aderir ou Resistir
A Academy of General Dentistry, na revista Journal of American Dental Association, ano 2008, número 139 registrou : "As mudanças estão sempre acontecendo à nossa volta - algumas vezes são boas, outras não. Algumas mudanças nós temos que aceitar, mas outras nós temos que resistir e lutar contra".
Recentemente uma cirurgiã-dentista, com mais de dez anos de profissão, foi ao escritório da operadora para qual presta serviços, com o objetivo de resolver alguns problemas "crônicos" de faturamento. Teve a companhia do marido, apesar deste não ser CD.
Como vem enfrentando as mesmas dificuldades há tempos, a colega perguntou à funcionária que a atendeu, e que já a conhecia de outras vezes, se não haveria maneira de resolver de modo definitivo as questões que sempre se repetiam, para evitar o desgaste de preencher formulários com nomes pomposos, apesar de se destinarem apenas a reclamar, esperar a resposta pelo prazo determinado, telefonar para saber por que o setor competente não respondeu, falar com as mais diferentes pessoas, todas muito educadas, que sempre ouviam tudo, mas que nunca sabiam informar nada de concreto, enviar e-mails sempre respondidos de forma automática e impessoal, agradecendo pelo envio da mensagem, que é muito importante para nós, além da informação que irão estar entrando em contato tão logo sejam verificadas as inconsistências, e assim por diante.
A atendente, muito solícita, disse que em tais casos, a sua atuação se limitava a fornecer o formulário e orientar o prestador.
Ao perceber que ainda não seria dessa vez que iria resolver os problemas, a colega resignou-se a aceitar os formulários e começou a preenchê-los.
Enquanto isso, o marido, até então em silêncio, comentou com a funcionária que não era dentista, mas que não conseguia entender a razão da demora para receber pelos serviços já prestados. Mencionou ainda que não compreendia o motivo de ser tão difícil ser depositada a quantia correta, apesar de considerar muito baixos os valores estabelecidos pelos procedimentos. Nesse ponto, perguntou há quanto tempo não eram reajustados os valores pagos aos profissionais.
A funcionária, com naturalidade, respondeu que trabalhava na empresa há doze anos e que nunca havia visto um aumento na tabela, só redução. Comentou ainda que não entendia porque os dentistas reclamavam sempre das mesmas coisas, mas nunca tomavam uma atitude, nem se juntavam para cobrar uma posição.
Apesar deste fato ter acontecido em outro estado, na primeira semana de julho, ele reflete uma situação que não é isolada.
Quando uma atendente de operadora, que na sua rotina de trabalho, lida com Cirurgiões-Dentistas, manifesta um ponto de vista tão claro sobre o modo de pensar e agir da nossa classe, não há dúvida que passou da hora de tomar a atitude.
Uma semana antes da narrativa aqui reproduzida, chegou às nossas mãos
um impresso de divulgação do 3° Simpósio Internacional
de Planos Odontológicos, realizado em junho, em São Paulo, onde
se lê em destaque - Conheça as ações, ferramentas
e subsídios que as operadoras de planos odontológicos precisam
adotar para promover a saúde bucal de seus usuários e ganhar competitividade.
No texto de apresentação, o impresso menciona que o segmento da
assistência odontológica no Brasil tem verificado um cenário
promissor nestes últimos anos, com uma perspectiva de crescimento no
número de beneficiários ainda maior.
Entre as estratégias de gestão destacadas, uma chamou a nossa atenção: Ações preventivas na saúde bucal para a promoção de um plano mais rentável.
Pergunta-se: Qual a fonte dessa rentabilidade adicional? Se for seguida a tradição, às custas do prejuízo dos CDs.
Pode se concluir que o principal objetivo da empresa é abocanhar uma fatia maior do mercado e a competitividade significa redução de valores de venda dos planos, com a conseqüente diminuição do ganho do CD.
Contudo, como pode o cenário ser promissor para os planos odontológicos, se a maioria dos colegas com quem conversamos não se encontra em posição confortável, nem esboça um futuro risonho para o exercício profissional?
Como é possível o contexto apresentar rentabilidade favorável
para as operadoras e o inverso para aqueles que de modo efetivo materializam
a prestação do serviço?
O CRO-RJ possui uma Comissão de Convênios e Credenciamentos que
se encontra à disposição dos colegas para o debate dessas
e de outras questões que tanto nos afetam.
Use o site do Conselho para entrar em contato com a Comissão, compareça, dê sugestões, participe.
Ainda há pouco a Academy of General Dentistry, na revista Journal of American Dental Association, ano 2008, número 139 registrou : "As mudanças estão sempre acontecendo à nossa volta - algumas vezes são boas, outras não. Algumas mudanças nós temos que aceitar, mas outras nós temos que resistir e lutar contra".Afonso Fernandes Rocha
Presidente
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CRO-RJ defende a sociedade - Junho
2008
Jeitinho e Solução - Maio
2008
Sim, Nós Podemos - Abril
2008
Desalentados - Março
2008
Odontologia de
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2008
Quando reclamar
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2008
Planejamento
Estratégico - Dezembro
2007
A quem cabe valorizar
a profissão? - Novembro 2007
E os convênios
... Não vamos fazer nada? - Outubro
2007
Solicitação de
Exames e Internações pelo CD - Setembro
2007
Exercício da
Odontologia em Portugal
