Editorial

É necessário que a Odontologia se UNA contra a exploração
Cumprindo o papel que nos cabe, apresentamos o layout da campanha que o CRO-RJ irá iniciar em breve.
Em diversos estados têm ocorrido reuniões e cresce a articulação dos profissionais da odontologia contra a exploração promovida pelas operadoras.
Na Bahia, por exemplo, já ocorreram diversas reuniões dos interessados e há uma efetiva movimentação na busca da solução para o problema que atinge toda a classe, estando inclusive marcada a data para uma assembléia que vai definir os rumos a serem tomados.
No Rio de Janeiro, podemos dizer que o movimento está mais avançado
em Macaé, onde cerca de 60% dos colegas parou de atender alguns convênios.
Tivemos a oportunidade de comparecer a algumas reuniões nessa cidade, e há o entendimento da categoria no sentido de conjugar os esforços e parar o atendimento, para que o objetivo seja alcançado.
Entretanto, alguns aspectos precisam ser definidos.
Não se questiona que alguma atitude precisa ser tomada. Esse é o entendimento de todos os cirurgiões-dentistas.
Porém, a maioria permanece inerte, à espera que alguém faça alguma coisa, na ilusão de que será beneficiada caso haja mudanças favoráveis.
Isso se deve ao receio de sofrer retaliações por parte das operadoras,
em virtude da participação do movimento em busca de melhores condições
de remuneração.
O que ocorre é o temor do descredenciamento por parte dos profissionais
e o espaço por eles ocupado ser preenchido por outros, piorando ainda
mais a situação em que se encontram.
Porém, o único interessado nesse tipo de movimento é o próprio cirurgião-dentista, pois o que interessa ao paciente, como segurado, é continuar a gozar o benefício, não se importando se o profissional é remunerado ou não da forma devida.
Da mesma forma, as empresas, que contratam as operadoras para atender aos seus funcionários, tem o único interesse de proporcionar esse benefício, que se agrega a outras vantagens oferecidas, como o convênio médico. Como se vê, as empresas contratantes também não se preocupam se o cirurgião-dentista é mal ou bem remunerado.
Por sua vez, as operadoras, na condição de intermediárias, tem o objetivo de negociar os planos de modo a cobrir um número cada vez maior de segurados, por valores cada vez menores, para concorrer com as congêneres. Como qualquer empresa, o que interessa às operadoras é ter lucro crescente, o que na prática significa remunerar pelo mínimo valor aquele que efetivamente presta o serviço, não lhes interessando se o CD é pago condignamente.
Como se conclui, o único interessado na remuneração do cirurgião-dentista é ele mesmo, razão de estarmos preparando uma campanha publicitária a ser deflagrada inicialmente em alguns municípios e depois, em todo o estado.
Aqueles colegas que insistem no falso conforto da inércia e sem querer correr riscos, acabarão por prejudicar os que buscam mudar o cenário em que se encontra a Odontologia nacional.
Cada um decide de que lado deve ficar.

Afonso Fernandes Rocha
Presidente
- Janeiro
2012
Planos de Saúde
- A Oitava Maravilha do Mundo Moderno - Dezembro
2011
O Que Está Ruim
Sempre Pode Piorar - Novembro
2011
Em Respeito à Sociedade
e à Odontologia - Outubro
2011
A Degradação
da Odontologia no Serviço Público - Setembro
2011
Pré-Coneo - Maturidade
da Classe Odontológica Fluminense - Agosto
2011
Cresce o Movimento dos
Profissionais da Saúde - Julho
2011
Como vai a Saúde no seu
Município? - Junho
2011
A Visão da Secretaria
de Direito Econ. sobre as Operadoras / Prof. Saúde - Maio
2011
CDs, Convênios
e Planos - Questões Morais - Abril
2011
Renovação - Março
2011
No Fundo do Poço
ou Perto Dele - Fevereiro
2011
Buscando Cumprir Nosso
Papel - Janeiro
2011
Profissionais Auxiliares
da Odontologia: Necessidade de Incentivo - Dezembro
2010
A Importância de
Participar - Novembro
2010
Os Conselhos e a Formação
da Identidade Profissional - Outubro
2010
Sem CD não há
Prestação de Serviço Odontológico nem Saúde
Bucal - Setembro
2010
A Ética do Ensino
X O Ensino da Ética - Agosto
2010
A União dos CD's
como Medicamento - Julho
2010
A Doença e a Cura - Junho
2010
Onde está o retorno
do CD? - Maio
2010
Porque o CRO não
impede a abertura de novas faculdades - Abril
2010
A Ética deve partir
de nós - Março
2010
O Conselho na Política - Fevereiro
2010
Quem sabe faz a hora - Janeiro
2010
Porquê o Conselho
não muda determinadas regras? - Dezembro
2009
As Ações
Individuais do CD e sua Repercussão sobre a Classe - Novembro
2009
ÉTICA - Outubro
2009
Da Odontologia à
Medicina Oral - 125 anos - Setembro
2009
Movimento pelo Resgate
da Dignidade Profissional - Agosto
2009
CBHPO - Situação
Atual - Julho
2009
A Dura Realidade da Odontologia:
Algumas Considerações - Junho
2009
Odontologia: Dura Realidade - Maio
2009
Eterna vigilância - Abril
2009
Legislação
Odontológica - Tempo de Mudanças - Março
2009
Marketing Ético - Fevereiro
2009
Prefeito do Rio de Janeiro
aceita rever a TIS - Janeiro
2009
Onde isso vai parar?
2012 )
2011 )
2010 )
2009 )






