Editorial

Onde isso vai parar?
Sempre que um Cirurgião-Dentista pratica um ato que mancha a sua honra, a conseqüência prejudicial não recai apenas sobre aquele que praticou o ato em si, porque para a coletividade, desacredita todos os membros da categoria.
Com o título acima, o jornal O GLOBO dedicou uma página inteira da edição de 17 de dezembro ao sentimento de perplexidade e indignação causado na população pelo desvio de donativos destinados às vítimas das enchentes em Santa Catarina.
Na reportagem, o professor de ética e filosofia da Unicamp, Roberto Romano, diz que o comportamento de juízes, políticos e empresários que advogam em causa própria, incentiva no País ações como as dos soldados e voluntários que roubaram alimentos e roupas doados a quem perdeu tudo nas enchentes.
Para a professora titular de Psicologia Social da PUC de São Paulo, Ana Bock, tem faltado ao cidadão "um choque de compromisso", pois os vínculos sociais estão muito desgastados, seja no trânsito ou num atendimento qualquer.
João Ubaldo Ribeiro, ao abordar o triste episódio acima e a desonestidade no Brasil na crônica "Somos todos ladrões?" de 21 de dezembro, também no jornal O GLOBO, observa que é interessante esse negócio de "o brasileiro" nunca incluir quem está fazendo a crítica. Ele pessoalmente é honestíssimo, mas o brasileiro é desonesto por natureza.
Na matéria jornalística com que iniciamos este editorial,
o coordenador de campanha e urgência da Cáritas, Valtélio
Pasa, disse que isso acontece por causa da ganância e deve despertar nas
pessoas a seguinte pergunta:
- Como está a minha ética? Como está a minha posição
diante do mundo?
Se essas reflexões devem ser feitas por todos os cidadãos,
acredito que nós, cirurgiões-dentistas, devemos ainda nos perguntar:
- Como anda a minha participação nos assuntos de interesse da
categoria?
- Tenho apresentado propostas para corrigir o que considero equivocado nos locais
em que trabalho?
- Tenho conversado com os colegas do prédio, do posto de saúde,
da clínica ou do hospital, sobre os problemas que nos incomodam e incentivado
a busca de soluções?
- Qual a atitude que tenho adotado, com relação a colegas que
de modo habitual têm conduta anti-ética?
- Exploro colega nas relações de emprego?
- Desvio paciente de colega?
- Mantenho atualizados os conhecimentos profissionais, técnico-científicos
e culturais, necessários ao pleno desempenho do exercício da odontologia?
- Tenho praticado atos que impliquem em mercantilização da Odontologia
ou sua má conceituação?
- Anuncio propaganda inteira ou parcialmente falsa ou em desacordo com os princípios
éticos?
- Diante de um dilema ético, costumo recorrer ao Código de Ética
Odontológica, para fundamentar a minha decisão?
É importante lembrar que a Odontologia é vista pela sociedade através das ações que cada um dos seus profissionais pratica no dia a dia.
Sempre que um Cirurgião-Dentista pratica um ato que mancha a sua honra, a conseqüência prejudicial não recai apenas sobre aquele que praticou o ato em si, porque para a coletividade, desacredita todos os membros da categoria.Afonso Fernandes Rocha
Presidente
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A União dos CD's
como Medicamento - Julho
2010
A Doença e a Cura - Junho
2010
Onde está o retorno
do CD? - Maio
2010
Porque o CRO não
impede a abertura de novas faculdades - Abril
2010
A Ética deve partir
de nós - Março
2010
O Conselho na Política - Fevereiro
2010
Quem sabe faz a hora - Janeiro
2010
Porquê o Conselho
não muda determinadas regras? - Dezembro
2009
As Ações
Individuais do CD e sua Repercussão sobre a Classe - Novembro
2009
ÉTICA - Outubro
2009
Da Odontologia à
Medicina Oral - 125 anos - Setembro
2009
Movimento pelo Resgate
da Dignidade Profissional - Agosto
2009
CBHPO - Situação
Atual - Julho
2009
A Dura Realidade da Odontologia:
Algumas Considerações - Junho
2009
Odontologia: Dura Realidade - Maio
2009
Eterna vigilância - Abril
2009
Legislação
Odontológica - Tempo de Mudanças - Março
2009
Marketing Ético - Fevereiro
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Prefeito do Rio de Janeiro
aceita rever a TIS - Janeiro
2009
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