Editorial

Prefeito do Rio de Janeiro aceita rever a TIS
Continuamos atentos, não só à questão da TIS como a outros problemas que necessitam ser resolvidos nas esferas municipal, estadual e federal, além de outras questões que nos molestam, como os convênios.
A carga tributária para que se exerça a Odontologia vem, de modo
crescente, dificultando a vida da nossa categoria.
Entendemos, naturalmente, que o poder público depende da arrecadação
para poder desempenhar as suas funções.
Porém, diante do cenário de asfixia em que se encontra a prestação
de serviços odontológicos, não podemos concordar com a
introdução de critérios tributários, cujo objetivo
seja única e exclusivamente aumentar a arrecadação.
Cada vez mais se torna comum colegas dividirem o mesmo consultório, o que faz com que o mesmo espaço físico sirva como local de atuação para diversos profissionais.
A Prefeitura do Rio de Janeiro, contudo, estabelece a cobrança da Taxa de Inspeção Sanitária (TIS) por cada um dos alvarás de localização emitidos, mesmo que a inspeção sanitária seja única, ainda que o ambiente clínico utilizado seja um só.
Como se não bastasse, a TIS vem sendo cobrada pela Prefeitura de maneira equivocada. Ao invés de representar um valor padronizado e criterioso que caracterizasse o conceito de taxa, utiliza como base de cálculo, a metragem do estabelecimento e o valor atribuído a essa área. Esse critério é o mesmo do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), o que faz com que sejam atribuídos valores diversos em consultórios do mesmo tamanho, porém em localidades distintas.
Esse foi o motivo que nos levou no início de 2008 a buscar o apoio do vereador Carlos Eduardo (PSB), com vistas a modificar o entendimento utilizado pela Prefeitura do Rio de Janeiro com relação à Taxa de Inspeção Sanitária, uma vez que mandado de segurança impetrado pelo CRO-RJ contra o inconveniente imposto não alcançou o resultado esperado.
Na oportunidade, o parlamentar prontificou-se a defender os interesses da nossa classe e corrigir o equívoco através de indicação legislativa, que foi apresentada à Câmara Municipal em maio do ano passado e noticiada pelo CRO-Notícias de junho de 2008.
Desde então temos acompanhado a tramitação da questão,
sem que houvesse qualquer avanço significativo na sua solução.
No dia 21 de janeiro, aproveitando o início de gestão do prefeito
Eduardo Paes, participamos de reunião no seu gabinete, juntamente com
o vereador Carlos Eduardo.
Na oportunidade, junto com o parlamentar, debatemos diversas questões
que incomodam a classe odontológica e a sociedade, entre as quais a TIS.
O prefeito nos ouviu atentamente e mostrou-se receptivo à nossa solicitação.
Após concordar conosco quanto à inconveniência do método
de cobrança em vigor, comprometeu-se a reformular a referida taxa em
futuro próximo.
Disse ainda que tem a intenção de resolver os problemas que incomodam
a cidade e minorar o sofrimento da população, aí incluídos
os cirurgiões-dentistas.
Saímos do encontro com a impressão de estarmos no caminho da tão
ansiada solução com relação à malsinada TIS.
Contudo, continuamos atentos, não só a esse como a outros problemas que necessitam ser resolvidos nas esferas municipal, estadual e federal, além de outras questões que nos molestam, como os convênios.
Temos a certeza de que unindo os esforços da categoria em nosso estado, conseguiremos alcançar os objetivos desejados.Afonso Fernandes Rocha
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Prefeito do Rio de Janeiro
aceita rever a TIS - Janeiro
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