Editorial

As Ações Individuais do CD e sua Repercussão sobre a Classe
A constante vigília é fundamental para prevenir eventuais conseqüências desabonadoras para a Odontologia.
A imprensa tem destacado o caso de um cirurgião-dentista que teria extraído desnecessariamente todos os dentes de um jovem.
Trata-se de um adolescente que precisaria ter apenas dois molares extraídos e pela sua condição de paciente com necessidades especiais teve indicação para o emprego da sedação.
De acordo com as notícias publicadas, a mãe do menor não foi informada sobre o procedimento a ser feito, nem autorizou a sua execução, sendo surpreendida ao ver o filho completamente edentado.
O fato acima vem sendo motivo de comentário no meio odontológico e principalmente fora dele, devido à forma como as informações da questão têm chegado a todos.
Emissoras de rádio e televisão, além da maioria dos jornais, dedicaram espaço ao caso, tendo sido entrevistados, entre outros, diversos componentes de entidades de classe, que se depararam com perguntas quase sempre sensacionalistas e de difícil resposta, envolvendo, na maioria as vezes, a cassação do diploma, a perda do direito de exercer a profissão, chegando a ser perguntado o que pode acontecer com o profissional envolvido.
Não se trata aqui de proteger quem quer que seja, mas é pouco sensato emitir opinião sobre um caso que se conhece de modo superficial e apenas na versão de um dos lados. Nessa condição, podem ser formuladas apenas hipóteses que confundem mais do que esclarecem, além de significarem um pré-julgamento, com todos os ingredientes para acarretar grave prejuízo para o cirurgião-dentista envolvido, pois o caso ainda não foi esclarecido.
O que nos causa particular perplexidade é o tempo dedicado às especulações sobre o assunto e o número de pessoas ouvidas em entrevistas, no chamado horário nobre da televisão, que bem sabemos, possui o custo por segundo mais elevado de toda a programação.
Temos conhecimento de valores financeiros, porque sempre que o CRO planeja divulgar um fato de interesse da categoria e para a sociedade em geral, temos que recorrer a matérias pagas, pois as empresas jornalísticas, exceto em raras situações, não manifestam interesse em tais notícias.
Nessas situações, os elevados valores cobrados nos obrigam a percorrer diversos órgãos de comunicação, até conseguirmos encontrar condições de pagamento que estejam ao alcance do CRO.
O relato que aqui fazemos se deve à necessidade de todos os colegas refletirem sobre a repercussão que notícias negativas envolvendo a Odontologia tomam perante a sociedade.
Todos nós somos atingidos por essa exposição, que pelo seu conteúdo, causa impacto negativo, que perdura por longo prazo e causa efeito devastador.
Se por um lado se sabe que as notícias desfavoráveis tem capacidade de penetração muito maior do que as boas notícias, por outro, é também certo que as boas ações ou vitórias são sempre vistas como de caráter individual, ao passo que atos negativos ou erros são atribuidos a toda a classe.
A constante vigília é fundamental para prevenir eventuais conseqüências desabonadoras para a Odontologia.
Essa deve ser a preocupação de todos, além da indispensável cautela para não emitir palpites sem fundamento, que acabam por semear mais insegurança em nossos pacientes e na sociedade como um todo.Afonso Fernandes Rocha
Presidente
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A União dos CD's
como Medicamento - Julho
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A Doença e a Cura - Junho
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Onde está o retorno
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Porque o CRO não
impede a abertura de novas faculdades - Abril
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A Ética deve partir
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O Conselho na Política - Fevereiro
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Quem sabe faz a hora - Janeiro
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Porquê o Conselho
não muda determinadas regras? - Dezembro
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As Ações
Individuais do CD e sua Repercussão sobre a Classe - Novembro
2009
ÉTICA - Outubro
2009
Da Odontologia à
Medicina Oral - 125 anos - Setembro
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Movimento pelo Resgate
da Dignidade Profissional - Agosto
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CBHPO - Situação
Atual - Julho
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A Dura Realidade da Odontologia:
Algumas Considerações - Junho
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Odontologia: Dura Realidade - Maio
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Eterna vigilância - Abril
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Legislação
Odontológica - Tempo de Mudanças - Março
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Marketing Ético - Fevereiro
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Prefeito do Rio de Janeiro
aceita rever a TIS - Janeiro
2009
Onde isso vai parar?






