Editorial

Quem sabe faz a hora
Insistimos na necessidade da nossa classe se unir, para que os profissionais passem a receber o justo e razoável pelo seu trabalho.
Os valores pagos pelas empresas de convênios constituem o principal assunto nas conversas entre colegas.
Como se não bastassem as baixas importâncias estabelecidas pelas empresas, o tempo decorrido sem que as tabelas sejam reajustadas faz com que mês a mês tais valores sejam corroídos de modo crescente, o que representa um fator de adversidade adicional nesse perverso sistema de trabalho.
Diante disso, é cada vez maior o número de colegas que são vítimas do desalento com relação à profissão.
Os mais jovens frequentam cursos preparatórios para concursos públicos em outros setores, principalmente na área fiscal.
Aqueles com mais tempo de formados buscam diversificar as suas atividades. Se antes só se dedicavam a uma especialidade, tentam aos poucos retornar a fazer alguns procedimentos de clínica geral, principalmente dentística.
As constatações acima são o simples fruto da nossa observação e do diálogo mantido com colegas, tanto os do nosso relacionamento pessoal, como aqueles que por diferentes motivos frequentam o CRO-RJ.
Percebemos que é unânime o sentimento de indignação diante do desrespeito a que a classe é submetida por tais empresas.
Para alguns, o fato do plano odontológico ser oferecido como "brinde" na aquisição do plano médico representa o pouco valor que tais empresas atribuem à odontologia.
Em diversas oportunidades já nos manifestamos a esse respeito e à necessidade da categoria se unir, para que consigamos alcançar os nossos objetivos.
É fato conhecido a união dos médicos anestesistas e a forma como conseguiram alcançar os seus objetivos diante dos planos de saúde.
Da mesma forma que os anestesistas são indispensáveis para a atuação de diferentes especialidades da medicina, os endodontistas também o são para a execução de procedimentos odontológicos em diferentes áreas, em particular na prótese e dentística.
Desnecessário mencionar que sem os profissionais da endodontia a maioria dos procedimentos reabilitadores passam a não poder ser executados.
Insistimos na necessidade da nossa classe se unir, para que os profissionais passem a receber o justo e razoável pelo seu trabalho.
Ficam mais uma vez disponibilizadas as instalações e o auditório do CRO-RJ para que os colegas, aí incluidos naturalmente os endodontistas, se reunam para debater as estratégias necessárias para a valorização do trabalho odontológico.
De acordo com uma conhecida música, quem sabe faz a hora, não espera acontecer.Afonso Fernandes Rocha
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A União dos CD's
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A Doença e a Cura - Junho
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Onde está o retorno
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Porque o CRO não
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A Ética deve partir
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O Conselho na Política - Fevereiro
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Quem sabe faz a hora - Janeiro
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Porquê o Conselho
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As Ações
Individuais do CD e sua Repercussão sobre a Classe - Novembro
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ÉTICA - Outubro
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Da Odontologia à
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Movimento pelo Resgate
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CBHPO - Situação
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A Dura Realidade da Odontologia:
Algumas Considerações - Junho
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Odontologia: Dura Realidade - Maio
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Prefeito do Rio de Janeiro
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