Opinião: O Diferencial Feminino na Odontologia

Não é só na política, no meio artístico, nos esportes e nos negócios que a presença da mulher vem crescendo significativamente. Na área da saúde também. E na Odontologia não poderia ser diferente. Elas já são maioria, com mais de 70% dos formandos são mulheres.
Entre 60 e 70% dos pacientes nos consultórios, também são do sexo feminino e mais de 50% de todos inscritos no CFO também são. Os números falam por si.

A preferência da maioria dos pacientes, entre os motivos que mais levam ao consultório é indiscutivelmente a estética, assim como a Prótese e a Dentística por hoje envolverem muito a estética, estão cada vez mais sendo exercidas por elas.

A Odontologia preventiva e a Odontologia do trabalho, estão com cada vez mais mulheres, assim como as especialidades que envolvem os mais jovens: odontopediatria, ortopedia e ortodontia.

A Odontologia ficou mais bonita com elas, mas é preciso refletir os envolvimentos deste fator no futuro da profissão e o impacto dele nas tendências do mercado de trabalho.

Por não serem em sua maioria cabeça do casal - um critério meio sem cabeça e cada vez mais em desuso- elas se adéquam melhor a faixa salarial que tem sido levada mais para baixo, especialmente nos empregos e concursos.

Talvez por isso também, boa parte dos valores dos procedimentos mais procurados da Odontologia tem baixado, principalmente nas áreas em que a mulher está envolvida. E isso nos dias de hoje é um processo irreversível.

Com tudo isso, novas premissas começam a estar presentes, como por exemplo o número de horas trabalhadas, o que é um fator positivo na atual competitividade, já que diminui o número de pacientes atendidos.

Os equipamentos, aparelhos, instrumentos e materiais levam cada vez mais em consideração qual sexo mais irá usá-los. Isso está também perceptível na formulação das embalagens da maioria dos produtos da Odontologia.

A apresentação dos consultórios e clínicas por conta disso também melhorou significativamente, dando a profissão uma maior atratividade, também, por este quesito que é levado muito em conta pelos que os frequentam.

Só falta uma maior presença delas na articulação, formulação e decisões da política de classe na Odontologia, o que irá fatalmente acontecer em breve, pela disponibilidade e disposição da maioria delas para todas as funções.

Extraído de artigo do Prof. Antonio Inácio Ribeiro
Assessor de Marketing da ABO Nacional