Mulheres são maioria na Anvisa

A participação das mulheres no mercado de trabalho vem apresentando crescimento desde a década de 70. No dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) comprova o aumento da mão-de-obra feminina na sua força de trabalho Atualmente 54% dos servidores da Agência são mulheres.

Dos 2.326 servidores da Anvisa, 1.251 são mulheres, o que corresponde a mais da metade dos funcionários da instituição. Esta participação, no entanto, é diferente do que ocorre nas esferas municipais e estaduais de vigilância sanitária. De acordo com o Censo Nacional dos Trabalhadores de Vigilância Sanitária, no Brasil, realizado em 2004, 57% dos 32.135 funcionários dos municípios, estados e União são homens.

Para a professora da Universidade Federal da Bahia, Ediná Alves Costa, considerada uma das maiores autoridades em Vigilância Sanitária do país, é difícil explicar os motivos da predominância masculina na área. "Na saúde em geral, a maioria das profissões já são tidas como do sexo feminino, como enfermagem e nutrição", avalia. "O motivo dos homens serem em maior número na área de Vigilância Sanitária pode estar relacionado ao fato de, também no setor de saúde, existir profissões com predominância masculina, como medicina veterinária e biologia", complementa.
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Ediná, que é médica veterinária e doutora em saúde pública, está realizando uma pesquisa sobre a história da Vigilância Sanitária no Brasil. Uma das constatações é que os dirigentes sempre foram homens. "Apenas a partir dos anos 80 é que a mulher começa a se sobressair e, somente agora, nos anos 2000, é que aparece uma mulher na diretoria do órgão máximo da Vigilância Sanitária, que é a Anvisa", conta a professora.
A pesquisadora se refere à farmacêutica-bioquímica Maria Cecília Brito, primeira mulher nomeada para a Diretoria Colegiada da Anvisa, em janeiro de 2006. Para Maria Cecília, as instituições só têm a ganhar com a gestão feminina. "Todos os dias, o modelo da família nos obriga a recomeçar. Isto faz com que nos acostumemos não só a perder, mas também a ser incansáveis no recomeçar. Outro ganho, é trazer o afeto entre as pessoas que trabalham conosco", argumenta a diretora da Anvisa.
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As mulheres na Anvisa não são somente maioria, como ocupam a maior fatia dos cargos de confiança. Dos 339 cargos comissionados da Agência, 180 são ocupados por mulheres. Nos cargos de chefias, elas respondem por 60 postos, enquanto os homens por 48. Entre as 15 gerências-gerais, sete estão sob a chefia feminina.